20 de out. de 2014

45 ESCÂNDALOS DA ERA FHC

O ITINERÁRIO DE UM DESASTRE
http://www.psdbnuncamais.blogspot.co.uk/ (com pequenas alterações)


Você tem boa memória? Se você já esqueceu, lembramos aqui 45 fatos, todos eles envolvendo casos de corrupção, que aconteceram no país nos oito anos de FHC.

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixou uma pesada herança para seu sucessor.

Preliminares:

A média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo  FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição
[PT, PCdoB, PSB, PPS e PSTU], aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.


45 ESCÂNDALOS QUE MARCARAM O GOVERNO FHC:

1 - Conivência com a corrupção

O governo do PSDB foi conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

1994 e 1998. O dinheiro secreto das campanhas: Denúncias, que não puderam ser apuradas graças à providenciais Operações Abafa, apontaram que tanto em 1994 como em 1998 as campanhas de Fernando Henrique Cardoso foram abastecidas por um caudaloso esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.


2 - O escândalo do Sivam

O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 - A farra do Proer

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 - Caixa-dois de campanhas

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

5 - Propina na privatização

A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

6 - A emenda da reeleição

1997. O instituto da reeleição foi comprado pelo presidente Cardoso a um preço estratosférico para o tesouro nacional. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

7 - Grampos telefônicos

Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

8 - TRT paulista

A construção da sede do TRT
[Tribunal Regional do Trabalho] paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

Além disso, o famoso Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, um dos mais eficazes "gerentes financeiros" da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso, se empenhou vivamente no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista.

9 - Os ralos do DNER

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

10 - O "caladão"

O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores,às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

11 -Desvalorização do real

FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

12 - O caso Marka/FonteCindam

Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

13 - Base de Alcântara

O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

14 - Biopirataria oficial

Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

15 - O fiasco dos 500 anos

As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no epísódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

17 - Drible na reforma tributária

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

18 - Rombo transamazônico na Sudam

O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

19 - Os desvios na Sudene

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef

O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valoresestabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

21 - Abuso de MPs [Medidas Provisórias]

Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas.

22 - Acidentes na Petrobras

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

23 - Apoio a Fujimori

O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

24 -Desmatamento na Amazônia

Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo
ignorou a Lei de Licitações a8.666 e fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata foi suspensa.

26 - Arapongagem

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT

Fernando Henrique Cardoso usou seu rolo compressor na antiga Câmara dos Deputados: a maioria governista na Câmara aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que ‘flexibiliza’ a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, ou seja, 61% do PIB, um aumento de 346%. A dívida já equivalia em 2001, preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB

Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia

A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em
sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36- Assalto ao bolso do consumidor

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

37 – Explosão da violência

O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29% durante o mandato de FHC. Cerca de 45 mil pessoas eram assassinadas anualmente nessa época. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

39 - Subserviência internacional

A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

Outro exemplo de subserviência internacional: ao visitar a embaixada norte-americana, em Brasília, para apresentar a solidariedade do povo brasileiro aos EUA por ocasião dos atentados de 11 de setembro de 2001, Cardoso e seu Ministro do Exterior, Celso Lafer, levaram um chá de cadeira de 40 minutos e só foram recebidos após passarem por uma revista que lhes fez até tirar os sapatos.

1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das "reformas" que o país precisava fazer para se modernizar.

1995. O inesquecível PROER: Em 1995, o ex-presidente Cardoso deu uma amostra pública do seu compromisso com o capital financeiro e, na calada de uma madrugada de um sábado em novembro de 1995, assinou uma medida provisória instituindo o PROER, um programa de salvação dos bancos que injetou 1% do PIB no sistema financeiro – um dinheiro que deixou o sofrido Tesouro Nacional para abastecer cofres privados, começando pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. Segundo os ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, a salvação dos bancos engoliu 3% do PIB, um percentual que, segundo economistas da Cepal, chegou a 12,3%.

1996. Modificação na lei de Patentes. Cedeu em tudo que os EUA queriam e, desdenhando às súplicas da SBPC e universidades, Fernando Henrique Cardoso acionou o rolo compressor no Congresso e alterou a Lei de Patentes, dando-lhe um caráter entreguista e comprometendo o avanço científico e tecnológico do país...

1996. Engavetamento da CPI dos Bancos. Disposto a controlar a crise aberta pelas suspeitas sobre o sistema financeiro, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou e "convenceu" as lideranças do Senado a engavetar os requerimentos para instalação de uma CPI sobre os bancos. Em compensação, o ministério da Fazenda se comprometeu (e nunca cumpriu) a prestar contas ao Senado sobre o PROER. Decepcionada, a CNBB distribuiu nota dizendo não ser justo "que se roube o pouco dinheiro de aposentados e trabalhadores para injetar no sistema financeiro, salvando quem já está salvo ou já acumulou riquezas através da fraude e do roubo".

1996. Escândalo do SIVAM: o projeto SIVAM foi associado a um superescândalo que redundou na contratação da empresa norte-americana Raytheon, depois da desqualificação da brasileira Esca (uma empresa que acomodava "amigos dos amigos" e foi extinta por fraudes contra a Previdência). Significativamente, a Raytheon encomendou o gerenciamento do projeto à E-Systems – conhecido braço da CIA. Até chegar a Raytheon, o mondé foi grande. Conversas gravadas apontavam para o Planalto e, preferindo perder os anéis para não perder os dedos, Cardoso demitiu o brigadeiro Mauro Gandra do ministério da aeronáutica e o embaixador Júlio César dos Santos da chefia do seu cerimonial. Depois, como prêmio pela firmeza como guardou o omertá, Júlio César foi nomeado embaixador do país no México.

1998. O escândalo da privatização (1): A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. O ex-caixa de campanha de Fernando Henrique Cardoso e de José Serra, um tal Ricardo Sérgio de Oliveira, que depois foi agraciado com a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil, não conseguiu se defender das acusações de pedir propinas para beneficiar grupos interessados no programa de privatização. O mala-preta de Cardoso teria pedido R$ 15 milhões a Benjamin Steinbruch para conseguir o apoio financeiro de fundos de pensão para a formação de um consórcio para arrematar a Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

1998. O escândalo da privatização (2): Grampos instalados no BNDES pescaram conversas entre Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende, nos leilões que se seguiram ao esquartejamento da TELEBRÁS. O grampo detectou a voz do ex-presidente Cardoso autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. 

1999. O caso Marka/FonteCindam: Durante a desvalorização do real, em janeiro de 1999, os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um "risco sistêmico" para a economia. Enquanto isso, faltava dinheiro para saúde, educação, desenvolvimento científico e tecnológico...

2000. O fiasco dos 500 anos: O Brasil completou seu 500º aniversário sem uma festa decente. Em nome da contenção de gastos determinada pelo FMI, Cardoso proibiu as comemorações, que ficaram reduzidas às armações do então ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. O fiasco foi total. Índios e sem-terra foram agredidos pela polícia porque tentaram festejar a data em Porto Seguro. De concreto mesmo, ficou uma caravela que passou mais tempo viajando do Rio de Janeiro até a Bahia do que a nau que trouxe Pedro Álvares Cabral de Portugal até o Brasil em 1500 e um stand superfaturado na Feira de Hannover. A caravela deve estar encostada em algum lugar por aí e Paulo Henrique Cardoso, filho do presidente, está respondendo inquérito pelo superfaturamento da construção do stand da Feira de Hannover.

2001. Racionamento de energia: A imprevidência do governo Cardoso, completamente submisso às exigências do FMI, suspendeu os investimentos na produção de energia e o resultado foi o apagão no setor elétrico. O povo atendeu a campanha de economizar energia e, como "prêmio", teve as tarifas aumentadas para compensar as perdas de faturamento das multinacionais que compraram as distribuidoras de energia nos leilões de desnacionalização do setor. Uma medida provisória do governo Cardoso transferiu o prejuízo das distribuidoras para os consumidores, que lhes repassaram R$ 22,5 bilhões.

2001. Acordo de Alcântara: Em abril de 2001, à revelia do Congresso Nacional, o governo Cardoso assinou um "acordo de cooperação internacional" que, na prática, transfere o Centro de Lançamento de Alcântara para os EUA. O acordo não foi homologado pelo Congresso graças à resistência da sociedade civil organizada.

Acordos com FMI: Em seus oito anos de mandato, Fernando Henrique Cardoso enterrou a economia do país. Para honrar os compromissos financeiros, precisou fazer três acordos com o FMI, hipotecando o futuro aos banqueiros. Por trás de cada um desses acordos, foram feitos compromissos que, na prática, transferiram parte da administração pública federal para o FMI. Como resultado, o desemprego, o arrocho salarial, a contenção dos investimentos públicos, o sucateamento da educação e saúde, a crise social, a explosão da criminalidade.

40 – Renda em queda e desemprego em alta

Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida pois foi marcada pelos altos índices de desemprego e baixos salários. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas

Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do tucano com três figuras que estiveram na berlinda recentemente. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.

42 –Violação aos direitos humanos

Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 –Correção da tabela do IR

Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

44 – Intervenção na Previ

FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

45 – Barbeiragens do Banco Central

O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano  o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Além disso:

Autoritarismo
: Passando por cima do Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso burlou o espírito da constituição e administrou o país com base em medidas provisórias, editadas e reeditadas sucessivamente. Enquanto os presidentes José Sarney e Fernando Collor, juntos, editaram e reeditaram 298 MP’s, Cardoso exerceu o poder de forma autoritária, editando mais de 6.000 medidas provisórias.


Desenvolvimento Humano:. Segundo o Human Development Report 2001 (ONU), o Brasil ficou na 69ª posição, atrás de países como Eslovênia (29º posição), Argentina (34º posição), Uruguai (37º posição), Kuwait (43º posição), Estônia (44º posição), Venezuela (61º posição) e Colômbia (62º posição).

17 de out. de 2014

Leia isto antes da eleição!

A história que precisa ser contada

Só para lembrar um pouquinho por que o PDSB faz campanha suja, usando sofismas (mentiras astuciosas) para enganar os mais inocentes...

Mas, A HISTORIA É A MÃE DE TODAS AS VERDADES – e como é!!!
FICÇÃO
REALIDADE
1985 -
O PT É CONTRA A ELEIÇÃO DE TANCREDO NEVES E EXPULSA OS DEPUTADOS QUE VOTARAM NELE.


1985 -
O PT não era contra Tancredo Neves, mas sim contra o Colégio Eleitoral – isto é, o PT não queria eleições indiretas, onde apenas o Colégio Eleitoral votaria; o PT queria eleições diretas!  Essa era uma questão de princípio – e se voce viveu nessa época, talvez se lembre do movimento Diretas Já, que se alastrou por todo o Brasil. Muitos diziam que o voto do PT, na época, a favor ou contra, não afetaria os resultado final, que já estava decidido pelo tal Colégio Eleitoral...
1988 -
O PT VOTA CONTRA A NOVA CONSTITUIÇÃO QUE MUDOU O RUMO DO BRASIL.
1988 -
O PT não votou contra a Constituição. O PT assinou nossa Carta Magna e reconheceu os avanços, principalmente nos direitos dos trabalhadores. MAS, o PT não foi a favor de uma importante parte do texto que era contra a reforma agrária, dava cinco anos para o presidente Sarney, e mantinha íntegra a estrutura militar.

Aquela era uma época em que ainda havia muito esquerdismo entre os intelectuais no Brasil, e o PT sofria dessa doença infantil, defendendo suas decisões como sendo ‘questões de princípio”. O que importa é que a Constituição aí está e vem sendo preservada.

Pior fez o Fernando Henrique, que dirigiu a Comissão de Sistematização, assinou e jurou respeitar a Constituição, mas, chegando ao poder, jogou a Carta Magna no lixo, comprando, com nosso dinheiro, a reeleição e seu segundo mandato-vendilhão.
1989 -
O PT DEFENDE O NÃO PAGAMENTO DA DÍVIDA BRASILEIRA, O QUE TRANSFORMARIA O BRASIL NUM CALOTEIRO MUNDIAL.

1989 -
Lula disse: “Em 1989, a gente defendeu o não-pagamento da dívida externa. Em 1994, o PT decidiu fazer uma auditoria sobre o que foi dívida contraída, dinheiro aplicado aqui dentro e dinheiro desviado. Já em 1998, a gente não falava mais nisso.

Tratava-se, outra vez, de uma questão de princípio. Como a dívida externa havia sido criada pelo governo ilegítimo dos militares, o PT acreditava que se tratava de uma dívida ilegítima.
1993 -
PRESIDENTE ITAMAR FRANCO CONVOCA TODOS OS PARTIDOS PARA UM GOVERNO DE COALIZÃO PELO BEM DO PAÍS. O PT FOI CONTRA E NÃO PARTICIPOU.

1993 -
Itamar Franco NÃO convocou todos os partidos para participar do governo de coalisão após o impeachment do corrupto Collor de Mello – ele convidou apenas o PT e o PSDB. Lula estava se preparando para as eleições presidenciais de 1994 e, por isso, não pode aceitar o convite; mas, Lula indicou diversos nomes e deu a Itamar o plano inicial do programa FOME ZERO, que foi um sucesso. O PSDB, entretanto, participou dos dois anos de coalisão.

Alguns analistas sugerem que esse foi um êrro estratégico do PT pois em 1994 o oportunista PSDB elegeu o sucessor de Itamar ao tomar para si os sucessos do governo Itamar Franco (principalmente do programa FOME ZERO que Lula havia dado a Itamar)...
1994 -
O PT VOTA CONTRA O PLANO REAL E DIZ QUE A MEDIDA É ELEITOREIRA.
1994 -
O Plano Real for idealizado por Edmar Bacha, a pedido do Ministro da Fazenda Rubens Ricúpero, sob o governo de Itamar Franco
. A Medida Provisória nº 434 de 27 de fevereiro de 1994, criando o plano, foi assinada pelo presidente. Essa MP instituiu a Unidade Real de Valor (URV), prevendo sua posterior substituição por uma nova moeda, o Real, o que viria a ocorrer em 1º de julho daquele ano.

Obs: No direito constitucional brasileiro, medida provisória (MP) é um ato unipessoal do presidente da República, com força imediata de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discutí-la e aprová-la em momento posterior.

O Plano Real é uma adaptação do Plano Austral, que já havia sido implantado na Argentina havia 4 anos. Esse plano, criado pelo ministro argentino Antonio Cavalo, no governo Carlos Ménen, se baseava na paridade de cambio.

O Plano Real só foi votado em 2001, quando o plenário do Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória 2.074, regulamentando o plano e suprimindo instrumentos de indexação monetária. Essa Medida Provisória já estava em sua 73ª reedição.

Aécio hoje diz que Dilma não respeita o tripé que sustenta o Plano Real: o cumprimento das metas de inflação, o câmbio flutuante e a manutenção de um superávit primário elevado/responsabilidade fiscal (ver texto abaixo). É difícil saber por que os tucanos reclamam... Das três vezes em que a inflação superou o teto da meta, duas foram no governo FHC (2001 e 2002).

Há 12 anos, o governo tucano deixou o Planalto com a inflação retornando à casa de dois dígitos, o dólar fora de controle, zero de reservas internacionais, empréstimos do FMI, apagões e racionamento de energia.

1996 -
O PT VOTA CONTRA A REELEIÇÃO. HOJE DEFENDE.
1996 -
A possibilidade de reeleição REFERE-SE AO CANDIDATO, NÃO AO PARTIDO. O PT foi contra a reeleição para presidente, em 1996-7, pois via na reeleição o ‘culto da personalidade, o qual não aprovava!

CULPE O PSDB pela possibilidade de reeleição no Brasil; não o PT.

A reeleição foi implantada no Brasil em 1997, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu modificar a Constituição Brasileira para instituí-la. Com o argumento falacioso de que precisava de um segundo mandato para dar “continuidade” à estabilização econômica, FHC conseguiu se reeleger em 1998, dando início ao ciclo de continuísmo no país.

Mas, o instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto foram Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, que foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

Ora, se hoje o PT não revoca essa instituição é porque não tem sentido voltar atrás em um assunto já discutido em que foi contra e perdeu (e por que o PT daria um tiro pela culatra se pode, hoje, tirar vantagem disso?).
1998 -
O PT VOTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA, MEDIDA QUE HOJE NOS PERMITE TER ACESSO A INTERNET E MAIS DE 150 MILHÕES DE LINHAS TELEFÔNICAS.
1998 -
O PT foi CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA EMBRATEL em 1998– empresa estatal por 33 anos.

A EMBRATEL, uma empresa do tipo ‘guarda-chuva’, abrangia muitas redes telefônicas no Brasil e era responsável pelas ligações telefônicas de longa distância e pelos serviços de teleconferência. Ela foi inicialmente desmembrada pelo governo de FHC e diveras redes de telecomunicações, como a Telebras, foram desativadas. Em seguida, a EMBRATEL foi vendida por R$2.65 bilhões a uma empresa norte-americana (MCI International, antiga WorldCom, que mais tarde entrou em concordata nos Estados Unidos) em um LEILÃO INTERNACIONAL – uma vergonha para o Brasil (legado do PSDB de FHC)!!! Desde de novembro 2011, com a venda das ações, a EMBRATEL passou a pertencer à empresa América Móvil do empresário mexicano Carlos Slim (a pessoa mais rica do mundo, segundo a revista Forbes)...

FELIZMENTE, em 2010, com a criação do Plano Nacional de Banda Larga, o governo do PT, sob Luís Inácio Lula da Silva, reativou a TELEBRAS! Isso significou a volta do governo ao setor de telecomunicações, cuja finalidade é rebaixar os preços dos serviços. Em outras palavras, Lula e Dilma se empenharam em inverter o desmonte do Estado patrocinado pelos oito anos de tucanato de FHC, obtendo essa conquista através do fortalecimento do mercado interno e do aumento da renda do trabalhador brasileiro, o que produziu um ciclo virtuoso no país, em pleno contexto da maior crise econômico-financeira global de todos os tempos.
1999 -
O PT VOTA CONTRA A ADOÇÃO DO CÂMBIO FLUTUANTE.

Aqui, entra em discussão o que se chama de TRIPÉ MACROECONÔMICO*. Esse tripé é constituído por: meta de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal (superávit primário).

“1. O QUE É CÂMBIO FLUTUANTE?

Câmbio flutuante é o seguinte: você não pode mexer no câmbio. O dinheiro estrangeiro pode entrar e sair do país e o câmbio funciona de acordo com isso – o governo não pode fazer nada. Mas, o que acontece quando você aumenta a taxa de juros? Suponhamos que ela vá para 15%.

Quanto é a taxa de juros no Japão e nos Estados Unidos? Ela é de apenas 0,5%!

Então, existe o que se chama de arbitragem: o sujeito toma empréstimo lá fora, na taxa de 0,5%, e aplica no Brasil à taxa de 15%. Aí, entra um monte de dólar no Brasil. E o que acontece com o câmbio? Se entrar muito dólar, o câmbio se valoriza; ou seja, aumenta o interesse na moeda nacional, e seu preço sobe. “Isso é bom para conter a inflação”, os investidores em firmas multinacionais e os economistas estrangeiros dizem. Por quê? Porque se a moeda se valoriza, o produto importado fica mais barato do que o nacional, muita gente viaja para comprar fora do país, e o preço da mercadoria nacional cai por falta de procura, caindo também a inflação! E, o que acontece com a indústria nacional? Ela acaba!

2. O QUE É META DE INFLAÇÃO?

Quanto à meta de inflação, ela é hoje de 4,5%. O PSDB quer reduzi-la para 4% ou 3,5%. Então, vamos entender o que isso significa, na prática.

Qual a única missão de um Banco Central (BC) independente? Ter a inflação dentro da meta. Agora, para manter a inflação dentro da meta, qual o único instrumento do BC independente? As taxas de juros.

Nos Estados Unidos, o FED (Banco Central deles, independente, com presidente com mandato fixo) tem duas missões: manter a inflação sob controle e, também, controlar para que o desemprego não suba. Então, se eles subirem muito a taxa de juros, eles sabem que vão criar recessão e, consequentemente, o desemprego.

Mas, o BC independente no Brasil teria, pela proposta, como única missão, cuidar da inflação. Em suma: fazer com que ela vá para o centro da meta.

Agora,
se o único instrumento do BC independente é aumentar a SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – um índice pelo qual se determinam as taxas de juros cobradas pelos bancos no Brasil), o que você imagina que vai acontecer com a taxa SELIC no Brasil? É evidente que vai ter uma explosão. Ela vai para 25%, 30%, 44% como chegou a ser no governo Fernando Henrique!!!

Qual a consequência disso? A primeira é recessão. Voce não tem inflação, mas tem recessão. Muita gente com empréstimos vai à falência, e não há interesse em investir na produção, mas apenas no mercado de capitais. Você vai ter recessão e retrocesso em tudo o que foi avanço do ponto de vista social nos últimos 12 anos. Porque uma das principais consequências da recessão é o desemprego, o trabalho precário, a queda na renda, o aumento da desigualdade, a queda da mobilidade social. Com recessão as pessoas com menor renda compram menos; se compram menos cai o consumo; se cai o consumo as empresas demitem. Esse círculo negativo da recessão é exatamente o que a Europa está vivendo hoje. É isso o que está previsto se o Brasil optar pelas propostas do PSDB.

3. O QUE É RESPONSABILIDADE FISCAL?

De acordo com o Tesouro Nacional, a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos relativos ao gasto público de cada ente federativo (estados e municípios brasileiros). Assim, as restrições orçamentárias visam preservar a situação fiscal dos entes federativos, de acordo com seus balanços anuais, com o objetivo de garantir a saúde financeira de estados e municípios, a aplicação de recursos nas esferas adequadas, e uma boa herança administrativa para os futuros gestores.

Ora, EM SITUAÇÃO DE JUROS ALTOS, como se faz economia? Tem de aumentar o superávit do governo para pagar menos juros com dívidas – o que eles chamam de superávit primário. (superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros; nas contas do governo, o chamado déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo).

Agora, se você aumenta a economia do governo (porque os juros estão altos) e eleva o superávit primário (economia do governo) a 4% ou 5% do PIB – hoje está em 2% – o que acontece? Você não tem gasto público. Não há dinheiro para investimento em políticas sociais. E é isso que está sendo desenhado para o futuro pelo candidato da oposição.


Os governos do PT conseguiram se equilibrar; mas, nunca bateram e peitaram o tripé. Uma das coisas mais interessantes desta campanha eleitoral é que esses pontos que estamos conversando aqui vieram para o debate.

Veja que o tripé é articulado para que o grande capital transnacional ganhe, para que os investidores nesse capital ganhem (esse capital está nas mãos da elite financeira do mundo; VOCE E EU NÃO FAZEMOS PARTE DESSE GRUPO SELETO DE CÊRCA DE 0.001% da humanidade).

Foi por isso que o PT foi contra o tripé macroeconômico. Essa gestão foi implantada pelo Fernando Henrique em 1998, e o PT ainda não conseguiu mudar. A presidente Dilma tentou fazer uma gestão mais heterodoxa em 2011 – ela chegou a baixar os juros naquele ano –; mas a reação do mercado foi enorme, com propaganda nos jornais CONTRA o PT, e ela teve de voltar atrás. Agora, no 2º mandato, espera-se que ela reveja a gestão do tripé macroeconômico. É evidente que não é fácil mudar, até porque a correlação de forças (governo vs. oposição) não é favorável. O neoliberalismo continua hegemônico no mundo. Nós estamos tentando abrir brechas aqui no Brasil; mas, não é fácil. Então, vai-se conciliando. Mas, precisamos avançar além disso. Até porque a gestão do tripé macroeconômico está ultrapassada. Ela valia antes da crise de 2008.”

*
Esta discussão sobre o tripé macroeconômico foi extraída, com modificações, de uma entrevista dada pelo professor e economista Eduardo Fagnani, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT) da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
1999 -
O PT VOTA CONTRA A ADOÇÃO DAS METAS DE INFLAÇÃO.
2000 -
O PT LUTOU FEROZMENTE CONTRA A CRIAÇÃO DA LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, QUE OBRIGA OS GOVERNANTES A GASTAREM APENAS O QUE ARRECADAREM, OU SEJA, O ÓBVIO QUE NÃO ERA FEITO NO BRASIL. POR QUE SERÁ?
2001 -
O PT VOTA CONTRA A CRIAÇÃO DOS PROGRAMAS SOCIAIS NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: BOLSA ESCOLA, VALE ALIMENTAÇÃO, VALE GÁS, PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) E OUTRAS BOLSAS SÃO CLASSIFICADAS COMO ESMOLAS ELEITOREIRAS E INSUFICIENTES.
2001 -
Desde a década de 1980, existiram programas sociais chamados cestas básicas. Mas, a política de assistência social no Brasil deve ser compreendida como aquela existente antes de 2003 e aquela iniciada após 2003.

Antes de 2003, a política de assistência social era pontual, temporária, e sujeita a corrupção por constituir-se em diversos programas geridos por diferentes instituições burocráticas  (o Bolsa Escola era vinculado ao Ministério da Educação, o Auxílio Gás era vinculado ao Ministério de Minas e Energia e o Cartão Alimentação era vinculado ao Ministério da Saúde).

A política econômica de privatização/promoção do mercado do governo de FHC, visando entronizar o mercado no lugar do Estado, teria conseqüências drásticas para o povo, principalmente para os mais pobres, pois iria gera mais desemprêgo e queda dos salários. Por isso, ao lado das políticas a favor do mercado – e OBEDECENDO recomendações do Banco Mundial em 2001 –, o PSDB criou programas sociais assistencialistas cujo objetivo era, na realidade, escamotear as conseqüências dessa sua política econômica privatista. Esses programas, pontuais e de aplicação temporária, foram: Vale-Alimentação, Bolsa-Escola, PETI – Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil, e Vale-Gás.

O governo de Lula da Silva tomou uma direção diferente. O Programa Bolsa Família, criado em 2003, consistiu na 
unificação e ampliação dos programas sociais existentes num único programa social com cadastro e administração centralizados no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (essa concepção foi reconhecida pelo Banco Mundial por facilitar a eficiência administrativa e fiscalização).

PORTANTO, foi por defender a necessidade da criação de uma política abrangente para o setor que o PT se opôs aos diversos programas fragmentados de assistência social dos governos anteriores. Novamente, trata-se de uma “questão de princípio”.
???
2006 -
A REGRA DO AUMENTO REAL DO SALÁRIO MÍNIMO foi criada no governo Lula, em 2006, em um pacto firmado com todas as centrais sindicais. Em seu primeiro ano de mandato, em 2011, Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional uma proposta para manter a política de valorização salarial até 2014. Aécio Neves e todo o seu partido, o PSDB,
votaram contra a medida; mas perderam, pois a medida foi aprovada. Além disso, Aécio e o PSDB entraram no STF alegando que a regra era inconstitucional. Perderam também no STF.

Por que será que Aécio e o PSDB foram contra?  Será que eles se esqueceram de que 72% do povo ganha menos de dois salários mínimos ao mes? E que os benefícios aos idosos e deficientes físicos é reajustado de acordo com esse salário?
QUASE TODA ESTRUTURA SÓCIO-ECONÔMICA DO BRASIL FOI CONSTRUÍDA NO PERÍODO LISTADO ACIMA. O PT FOI CONTRA TUDO E CONTRA TODOS. HOJE ROUBAM TODOS OS AVANÇOS QUE OS OUTROS PARTIDOS PROMOVERAM E POSAM COMO OS ÚNICOS CONSTRUTORES DE UM PAÍS DEMOCRÁTICO. JÁ QUE O PT FOI CONTRA TUDO E CONTRA TODOS DESDE A SUA FUNDAÇÃO, FICA UMA PERGUNTA PARA QUE OS LEITORES RESPONDAM:  EM 10 ANOS DE GOVERNO, QUAIS AS REFORMAS QUE O PT PROMOVEU NO BRASIL PARA MUDAR O QUE OS SEUS ANTECESSORES DEIXARAM
Para entender tudo aquilo que o PT fez pelo Brasil é preciso considerar como a situação era antes do PT.

A ‘estrutura socio-economica’ que o Brasil tinha antes de 2003 era a estrutura da manutenção da pobreza
, da miséria do povo, onde muitos morriam de fome e alguns poucos felizardos recebiam as migalhas da assistência social fragmentada. Não havia preocupação com a criação de empregos e com a elevação do salário mínimo.  Mas, COM O PT, TUDO ISSO MUDOU. Com a criação de emprêgos e o aumento dos salários (resultado da política econômica e social do governo), hoje todos têm mais oportunidades.

Vale lembrar que os governos Getúlio Vargas e João Goulart tinham metas semelhantes às do PT – mas, infelizmente, foram tolhidos de realizá-las.  Em 1954, Getúlio Vargas suicidou-se diante de forte pressão da elite corrupta, nacional e estrangeira, conforme descreveu em sua
Carta Testamento. E em 1961, Jãnio Quadros renunciou devido ao que ele chamou de ‘pressões ocultas’ (do capital entrangeiro), assumindo o vice-presidente João Jango Goulart, o qual, por permanecer fiel aos ideais de bem-estar social do povo brasileiro, foi deposto pelo traidor golpe militar de 1964, que estabeleceu um longo período de repressão e empobrecimento do povo para o benefício das grandes corporações mulltinacionais.  Foi por isso que o Brasil, o nosso amado “gigante pela própria natureza”, ficou estagnado por tantos anos e somente alçou-se à setima posição entre as grandes economias do mundo recentemente, durante o governo do PT!

Ora, o governo FHC fora muito bem recebido pela elite endinheirada do Brasil e do exterior: nesse governo, a educação e a saúde foram adestradas ao mercado, e muitas empresas se privatizaram, para o benefício dessa elite. OBEDECENDO aos ditames do Banco Mundial, o governo do PSDB privatizou o ensino técnico e ampliou a participação do setor privado no ensino de graduação, um dos mais rentáveis; e a saúde foi mercantilizada atravéz da expansão de sistemas privados de saúde, enquanto o SUS – Serviço Único de Saúde, um direito universal e gratuito do povo desde 1990 – foi relegado a segundo plano.

O governo de FHC foi uma festa para os abutres – que, hoje, estão mais uma vez de olho no Brasil –, pois, nesse governo, eles compraram nossas empresas a troco de banana para embolsar os rendimentos dessas empresas na forma de lucros. Essa privatização, entretanto, foi uma desgraça para o povo pois aqueles rendimentos das empresas nacionais deixaram de destinar-se aos cofres públicos para cobrir custos da educação, saúde, etc.

O PT tem procurado reverter os desastres das administrações anteriores.

Em relação às privatizações, re-nacionalizou algumas empresas, como visto acima.  Entretanto, a questão da invasão do país pelas firmas transnacionais, pelo capital financeiro internacional, é um problema que o PT se vê impedido de resolver devido à relação de forças dentro do Brasil – existe forte oposição da elite mais reacionária, dentro e fora do Congresso, o que tem impedido a tomada de medidas mais efetivas para barrar os abusos do capital financeiro dentro do país. Infelizmente, partidos como o PSDB, onde essa elite reacionária se esconde, pregam hoje pelo retorno das antigas políticas que tanto feriram nossa economia, e alguns mais ingênuos acreditam, sem reconhecer que é contra seus próprios interesses enquanto cidadãos brasileiros e trabalhadores...

Quanto à saúde, o programa MAIS MÉDICOS, lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma e pelo então ministro da Saúde Alexandre Padilha, contratou 14.462 médicos, a maioria estrangeiros, que foram deslocados para os locais onde a abertura de vagas não atraiu médicos brasileiros. Até hoje, o programa já atendeu mais de 50 milhões de brasileiros!O debate hoje é saber quanto tempo precisaremos para formar profissionais brasileiros que possam dar conta das necessidades da saúde no Brasil. Formar médicos com uma visão mais humana da medicina, pois, até agora, quem tem ditado as regras tem sido o mercado”, diz
Julia Roland.

Se, hoje, apesar de o PT dar prioridade aos serviços de atendimento à saúde, tais serviços não satisfazem a todos (cêrca de 30% dos brasileiros têm planos privados de saúde), talvez seja bom lembrar que com o PSDB, caso Aécio ganhe, a situação vai piorar muito, principalmente para os mais pobres, pois a política social não será prioridade de governo – a prioridade será, outra vez, o mercado...

Se voce é qualificado e está procurando emprego, a probabilidade de que venha a angariar um é muito maior num governo do PT do que num governo do PSDB. Não se esqueça de que Aécio recentemente informou que vai acabar com muitos ministérios – e isso já indica desemprego para muitos. E se o governo vai se encolher para dar mais espaço ao mercado, dê adeus aos muitos concursos públicos que o PT abriu nos últimos 12 anos...

Enfim, a política que o PSDB defende, chamada política neoliberal, já foi testada anteriormente, no Brasil (FHC) e em diversas partes do mundo, e não deu certo. Por isso, não devemos votar pelo seu retorno.

E por que não falar em corrupção, pra terminar?

O PT criou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no governo. As CPIs podem ser Federais, Estaduais, municipais e distritais. Mas, cada vez que uma acusação de corrupção é feita, cada vez que se abre uma CPI, a mídia culpa o governo de corrupção ao invéz de reconhecer a verdade dos fatos.  Isso porque a mídia corporativa não apoia o PT – é oposição, e usa os argumentos mais hipócritas para denegrir a imagem do governo pois é o capital financeiro que está em jogo (os donos da mídia e aqueles que a utilizam para promover seus interesses têm muito dinheiro investido no mercado de capitais).

As CPIs são também conhecidas como CEIs – Comissões Especiais de Investigação. Ora, Itamar Franco havia criado CEIs para investigar denúncias de corrupção no governo federal; mas, após assumir o poder em 1995,
FHC (PSDB) causou um enorme escândalo ao extinguir as CEIs! Por que será que ele fez isso??? E o que voce acha que vai acontecer com as CPIs, se Aécio (PSDB) for eleito??? Será que é por isso, também, que os corruptos estão ao lado do PSDB e vão votar em Aécio?


9 de out. de 2014

Brasil traído outra vez

O apoio do PSB à candidatura de Aécio Neves não significa necessariamente a vitória do canditato da direita neo-liberal conservadora;  mas, deverá causar rápida mobilização das bases populares do PT na campanha de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais. Sem dúvida, essa campanha precisará ser intensificada ao extremo.

Como dissemos anteriormente em Alerta!, as idéias defendidas pelo candidato Aécio Neves não correspondem aos interesses do país.  Ademais, o caráter do candidato também revela muito sobre o tipo de administração que terá lugar em Brasília.

Quanto ao PSB, ao dar esse passo em direção oposta àquela defendida em seu estatuto, assina sua própria ruína.  De fato, o editor do Portal Vermelho, José Reinaldo Carvalho, afirma (ver artigo abaixo) que, ao apoiar a candidatura de Aécio Neves, do PSDB, o partido do falecido Eduardo Campos ‘explicita que a concretização de seus compromissos é a
aliança com o que há de mais reacionário, corrupto, entreguista e antissocial na vida política brasileira’.  A história mostrará claramente a traição do povo brasileiro pelos atuais líderes do PSB neste episódio, fortalecendo ainda mais a convicção de que Eduardo Campos teria sido assassinado por interesses ocultos para dar lugar a esse golpe da direita pró-EUA no país fazendo uso desse partido.


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Decisão de apoiar Aécio é a defunção do PSB como partido de esquerda
José Reinaldo Carvalho, Vermelho, 8 de outubro de 2014 - 23h39

O Partido Socialista Brasileiro decidiu em reunião da sua Comissão Executiva Nacional, realizada nesta quarta-feira (8), em Brasília, apoiar a candidatura de direita, neoliberal e conservadora de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

De acordo com nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, a instância dirigente deliberou “Indicar o apoio à candidatura de Aécio Neves, ressalvadas as realidades dos Estados, na expectativa de ver amadurecer um novo modelo de política visando o desenvolvimento e o atendimento às aspirações legitimas do povo brasileiro”. O documento agrega que a indicação “de apoio fica condicionada a acordo a ser discutido e firmado sobre bases programáticas, considerando a urgência de criar o ambiente necessário a um novo ciclo de desenvolvimento”.

Foi o penúltimo ato do ritual traçado pelo condomínio constituído pelo PSB e a Rede, agrupamento da candidata derrotada Marina Silva, na preparação do seu posicionamento no segundo turno da eleição presidencial. O último se anuncia para esta quinta-feira (9) – a proclamação do apoio ao candidato do PSDB pela própria Marina.

Aécio Neves foi à reunião do PSB receber o apoio do partido que um dia, sob o comando de Miguel Arraes, integrou a esquerda brasileira, resistiu ao neoliberalismo, fez oposição consequente ao PSDB, integrou os governos de Lula e Dilma e, à frente do governo de Pernambuco, beneficiou-se das políticas desenvolvimentistas e sociais do governo nacional liderado pelo PT, inclusive o da presidenta Dilma, por quem a maioria da direção pessebista demonstra nutrir um ódio patológico e figadal.

O postulante do PSDB ao Planalto disse aos presentes querer a companhia do partido não só agora no segundo turno da disputa eleitoral, mas também nos quatro anos de governo caso seja eleito. Cambalacho explícito, velha política funcionando a pleno vapor.

Aécio fez questão de lembrar o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. "Não vamos desistir do Brasil", disse, ao terminar seu discurso, repetindo a frase que foi celebrizada por Campos na véspera de sua morte e que foi usada na campanha por Marina Silva.

O documento da Executiva Nacional do PSB lembra que “Eduardo Campos e Marina Silva celebraram em 5 de outubro de 2013 o compromisso de, juntos, ofertarem ao Brasil um projeto político consistente. Pretendiam mudar o Brasil e mudar a política. Seu projeto de País altivo e soberano ganhou corpo no PSB e foi materializado na Coligação Unidos pelo Brasil, fruto da aliança também com PPS, PHS, PRP, PPL, PSL e Rede Sustentabilidade”.

Depois de admitir o fracasso nas urnas a 5 de outubro último, o texto de Roberto Amaral diz que o PSB não pode furtar-se “ao compromisso com o futuro do Brasil, que hoje vê com pesar seu ciclo de crescimento interrompido, pondo em risco conquistas sociais obtidas (...) Especialmente, não podemos nos furtar ao compromisso político assumido em vida por Eduardo. Temos o dever de levar adiante sua missão, para que seu sacrifício não se revele inútil”. Bem lembrado. Foi Eduardo Campos quem comandou o início e o auge da guinada do PSB.

Assim, a direção do partido explicita que a concretização de seus compromissos é a aliança com o que há de mais reacionário, corrupto, entreguista e antissocial na vida política brasileira.

A opção feita pelo PSB não surpreende as forças da esquerda consequente. Vêm de longa data os sinais de que o partido que foi outrora de esquerda, fundador, com o PT e o PCdoB, da Frente Brasil Popular, em 1989, estava percorrendo o rumo da sua transformação em linha auxiliar das forças conservadoras e neoliberais e alçava-se à condição de pretendente a formar um novo núcleo antiprogressista no país. Quando decidiu formar a aliança com Marina Silva, a 5 de outubro do ano passado, atravessou o Rubicão, constituiu este polo que, com o verniz da mal chamada “nova política”, caiu na vala comum das forças reacionárias que forcejam o retrocesso no Brasil. Derrotado fragorosamente nas urnas, aceitou tornar-se em linha auxiliar do mais estruturado polo do reacionarismo e do entreguismo no país – o PSDB e a candidatura presidencial de Aécio Neves.

A campanha eleitoral foi a prática que se desenvolveu como critério para demonstrar essas verdades. A deliberação desta quarta-feira é o epílogo de uma tragédia – a defunção de uma força que jogou durante décadas um papel progressista no país. 

A decisão não recolhe a unanimidade dos parlamentares, quadros, militantes, filiados e eleitores do PSB. Estes vivem seu momento de reflexão que – é o nosso sincero desejo – certamente os levará a uma tomada de posição consoante sua ideologia progressista, patriótica e de esquerda.

José Reinaldo Carvalho é editor do Portal Vermelho 

7 de out. de 2014

Corrida presidencial no Brasil: neo-liberais apostam na vingança

'Especialistas concordam que a eleição de segundo turno é uma corrida onde dois modelos socioeconômicos diferentes disputam o apoio dos eleitores.  Veja o que o autor to artigo, Nil Nikandrov, tem a dizer sobre o caráter dos candidatos - e porque isso importa.


Nil Nikandrov, SCT, 07.10.2014


A campanha pré-eleitoral no Brasil tornou-se ainda mais fortemente contestada após a primeira rodada da votação, em 5 de outubro. Marina Silva, apoiada por Washington e pelos adversários da Presidente titular, teve que deixar a corrida com apenas 21, 3% dos votos. Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (41,1%), de esquerda, enfrentará Aécio Neves, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (33,7%), no segundo turno da eleição em 26 de outubro.

Os candidatos enfrentam uma batalha difícil. Neves é apoiado pelos EUA e pelas agências de informação do oeste europeu. Ele se opõe à política que foi implementada pelo Partido dos Trabalhadores durante os últimos 12 anos no poder. Ele começou sua carreira política na idade de 20 como um assessor de seu avô Tancredo Neves, que foi eleito Presidente em 1985 mas morreu de infecção antes de assumir o cargo. Aécio sempre foi ambicioso. Ele foi eleito deputado federal, representando seu estado natal, e então voltou para se tornar o governador de seu estado natal, Minas Gerais, e, em seguida, senador. Passo a passo, sua imagem de candidato presidencial começou a tomar forma. Neves não se coíbe de diálogo. Ele é um mestre das combinações de coalizão. Aécio possui o dom da condenação. Um político flexível, ele sabe como prometer tudo de uma vez. Um mestre de esquemas, ele pode habilmente manobrar seus oponentes para ter as coisas feitas do seu jeito.

O objetivo das Neves e sua equipe é agarrar o poder e mantê-lo para servir os interesses das grandes empresas. Seus esforços de propaganda baseiam-se na tese que «as pessoas se cansaram da ditadura do Partido dos Trabalhadores», que é incapaz de obter a «estagnada» economia em movimento, abordar os cuidados de saúde, educação e combate à corrupção. Neves faz promessas dizendo que pretende estabelecer ordem com mão de ferro. O primeiro passo seria radical redução de pessoal nos gabinetes ministeriais. Ele vai cortar o número de ministérios ao meio. Neves promete privatizar o Banco Central nacional e pôr fim a qualquer interferência do estado na economia: «sem controle de cima: os negócios devem ser livres». Neves culpa o governo de Dilma pela crise econômica. Ele quer fazer o PIB crescer implementando reformas bem pensadas e  reformulando o sistema de tributação. Ele faz uma infinidade de promessas apoiadas por panfletos com suas fotos a sorrir. Isso faz com que nos ponhamos em guarda. Argumentos pessimistas começaram a aparecer na mídia dizendo que este homem não é confiável. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente titular Dilma Rousseff ostentam indiscutíveis realizações da política externa que reforçam a influência do Brasil na América do Sul e Central, assim como no Caribe. Isso faz Neves falar com cautela sobre questões internacionais. Como será a política de relações exteriores do Brasil no caso de Neves chegar ao poder?

Ele não diz que o Mercosul (um bloco sub-regional composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela) é inútil, mas acredita que correcções devem ser inseridas nos instrumentos constitucionais da aliança para permitir acordos estratégicos do Brasil sem restrições. Na verdade, ele se refere a um acordo de comércio livre bilateral com Washington. Neves está empenhado em reforçar os laços com países industrialmente desenvolvidos da Europa Ocidental e Japão e tomar medidas para desenvolver laços estreitos com a aliança do Pacífico criada pelos Estados Unidos. É por isso que ele não fala em termos claros sobre a relação com a aliança Bolivariana (formalmente Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América), que inclui Venezuela, Cuba, Equador, Nicarágua e Bolívia.

Neves adverte os Estados vizinhos envolvidos no narcotráfico em território brasileiro. Os Estados Unidos assumem uma posição semelhante quanto a essa questão: todo mundo é culpado, menos nós! As agências especiais antidrogas da Bolívia, da Venezuela, do Peru e de outros Estados cooperam com o Brasil e têm alcançado resultados significativos enquanto lutam contra os traficantes de drogas. Toneladas de substâncias alucinógenas foram eliminadas como resultado de operações combinadas. A própria entonação das observações críticas feitas por Neves levam ao isolamento do Brasil na América Latina. Por exemplo, ele já ameaçou a Bolívia: o país produz quatro vezes mais coca do que o necessário para o consumo interno (que é o que diz Washington), de modo que o governo boliviano deve tomar medidas adequadas, caso contrário perderá todas as preferências e os créditos.

Especialistas concordam que a eleição de segundo turno é uma corrida onde dois modelos socioeconômicos diferentes disputam o apoio dos eleitores. O Brasil tem enfrentado reformas significativas nos últimos anos; milhões têm melhorado seus padrões de vida. A luta contra a pobreza, a intolerância racial e a discriminação de todos os tipos, a criação de novas frentes de trabalho e de condições adequadas para o progresso profissional da juventude estão entre as alterações alcançadas. Até mesmo os meios de comunicação ocidentais reconhecem que a escala de reformas sociais no Brasil é incomparável. O governo de Dilma goza do apoio político de outros Estados da América Latina. Dilma Rousseff, publicamente, desprezou Obama na esteira do escândalo da espionagem, exibindo suas qualidades pessoais para todos verem. No caso de Neves ganhar, muitas realizações políticas e sociais do Partido dos Trabalhadores estarão em perigo. Processos de integração serão reconsiderados a favor da «parceria» com os Estados Unidos. Os neo-liberais são os mesmos onde quer que estejam: eles prometem muito no seu caminho para o poder enquanto tentam fingir que se preocupam com as pessoas comuns. Eles pintam quadros rosados de bem-estar pretenso e acabam pêgos em flagrante roubando fundos do governo da forma mais rotineira. Eles normalmente são envolvidos em intrigas e traição dos interesses nacionais. Dilma acredita que os neo-liberais representam uma ameaça para o país. Ela lembra que o partido de Aécio Neves chegou ao poder três vezes e cada vez foi um fracasso. Dilma Rousseff diz que ela não quer que o Brasil volte ao passado e ajoelhe-se perante o Fundo Monetário Internacional.

Neves acredita que é um político propenso ao pensamento racional. Em sua juventude, ele pertenceu à «juventude dourada», experimentando drogas e embromando. Ele não gosta de lembrar disso. Ele tem aparência de herói de séries de TV – um olhar penetrante e o dom da palavra. Ele tem a reputação de ser preguiçoso, playboy e conquistador de corações femininos. Fotos comprometedoras tiradas em sua casa de praia em Ipanema, Rio de Janeiro, aparecem na mídia de vez em quando. Ele é lembrado em discotecas elegantes do Leblon, um bairro luxuoso do Rio. Os psicólogos dizem que a característica determinante de seu caráter é o narcisismo, que é o ponto fraco dele; ele não tem sentimento de solidariedade com outras pessoas.

Ele tem uma filha do primeiro casamento. Atualmente, Neves é casado com Leticia Weber, que é 20 anos mais jovem. Ela recentemente deu à luz duas crianças. Más línguas dizem que mudanças na vida pessoal tiveram lugar a fim de melhorar sua imagem. Leticia não aparece nas propagandas dedicada ao seu cônjuge. Cartazes com sorrisos de boa índole mostrando os dentes brancos de Neves estão por toda parte no Brasil. Vamos ver  se os dentes brancos de seu sorriso o ajudarão a vencer a corrida presidencial...

Tradução e destaques: Marisa Choguill